R. Ibiraçu, 226 - Alto de Pinheiros. São Paulo, SP, Brasil
F +55 11 2386 1320 - aoka@aoka.com.br

Biomas Brasileiros

No dicionário da Ecologia, um bioma é constituído de um conjunto de ecossistemas. São as comunidades biológicas, ou seja, a fauna e a flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico.

Clique para ampliar a imagem
Biomas Brasileiros
Foto: Simone Bazarian

Como o homem faz parte da natureza, os biomas, para nós, também são formados pelas pessoas de cada região com suas culturas específicas.

 

Portanto, quando se pensa em destinos para viajar pelo Brasil, ainda mais numa viagem Aoka, é bom saber que o nosso País tem sete biomas diferentes, com uma infinidade de coisas para conhecer. Mais que isso, para aprender, para sentir, curtir e viver. Nem em mil viagens, você terá visto tudo. Comece agora!

A Amazônia é o maior ícone mundial da biodiversidade. Nela estão a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do mundo e uma diversidade cultural incrível. Falar ou escrever sobre a Amazônia é sempre menos do que conhecê-la.

Sobre a Amazônia:
  • mais de 1/3 das espécies do planeta;
  • 2500 espécies de árvores;
  • 1/3 de toda madeira tropical da Terra;
  • 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina;
  • 170 povos indígenas (cerca de 180 mil indivíduos);
  • 357 comunidades remanescentes de antigos quilombos
Clique para ampliar a imagem
Amazônia
Foto: autor desconhecido

“Na Amazônia, vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no Planeta. A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical da Terra) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina. Além da riqueza natural, a Amazônia contém uma fantástica diversidade cultural. Nela vivem cerca de 170 povos indígenas, com uma população aproximada de 180 mil indivíduos, 357 comunidades remanescentes de antigos quilombos e centenas de comunidades localizadas, como as de seringueiros, castanheiros, ribeirinhos e babaçueiros.” (Almanaque Brasil Socioambiental 2009)

 

A manutenção da estabilidade ambiental do Planeta depende em boa parte da Amazônia.

 

A revista Science já publicou que ela responde por quase 40% de tudo que a natureza absorve. A massa vegetal amazônica, composta por árvores com copas frondosas que chegam a mais de 50 metros de altura, libera 7 trilhões de toneladas de água anualmente para a atmosfera, através da evaporação e transpiração das plantas.

Viajando para a Amazônia

Conhecer a Amazônia brasileira não é uma tarefa fácil. A locomoção se torna árdua por suas dimensões e por oferecer diversos obstáculos naturais. Lá existem pouquíssimas estradas e a locomoção é realizada por barcos e canoas.

 

A maioria dos visitantes que vem para a Amazônia acabam ficando nos “jungle lodges” nas redondezas de Manaus, que oferecem uma visão deveras distorcida e míope da riqueza natural e cultural dessa região. Além de que quase todos pecam em não colocar a sustentabilidade de seus empreendimentos em primeiro lugar.

 

Aoka desenvolve viagens sem precedentes, com a ajuda de parceiros extremamente qualificados e preocupados com a sustentabilidade efetiva da região. Assim, oferecemos a oportunidade de conhecer profundamente o que há de mais belo da Amazônia e de seus moradores.

Habitat de animais incríveis, como o Lobo Guará, Tamanduá Bandeira, Antas, Veados, além de dezenas de espécies de gaviões, papagaios, araras e tucanos, o Cerrado surpreende e encanta à todos os apaixonados pela natureza.

Sobre o Cerrado:
  • 10 mil espécies de plantas vasculares;
  • 161 espécies de mamíferos;
  • 837 espécies de aves;
  • 150 espécies de anfíbios;
  • 120 espécies de répteis;
  • Incontável concentração de invertebrados;
  • Zona transacional entre os biomas Pantanal, Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga;
  • Grande variade de populações endêmicas;
  • Alta variedade e especificidade dos ecossistemas locais.
Clique para ampliar a imagem
Cerrado
Foto: Daniel Contrucci.

O bioma Cerrado é uma savana tropical, a mais rica do Planeta em Biodiversidade. Atualmente o bioma está altamente ameaçado pela expansão do agronegócio brasileiro. As fronteiras da soja literalmente rasgaram o bioma ao meio, colocando dezenas de espécies de animais e plantas em extinção.

 

Sua vegetação mais comum é formada por árvores e arbustos sobre uma camada rasteira de gramíneas, mas o Cerrado tem um conjunto de diferentes formações vegetais e ecossistemas. É composto por uma imensa variedade: desde de matas densas até campos naturais.

 

São centenas de plantas medicinais, muitas com propriedades ainda desconhecidas para a ciência. Possui duas estações climáticas bem definidas, uma seca (entre abril e setembro) e outra chuvosa (entre outubro e março). O bioma é caracterizado por solos ácidos e carentes de nutrientes básicos, como o fósforo e o cálcio.

 

“O Cerrado ocupa aproximadamente 1,9 milhão de km2, pouco menos de um quarto do território brasileiro. É o segundo maior bioma do País, abrangendo 12 estados: Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Pará e Rondônia, além do Distrito Federal e de aparecer em manchas em Roraima e no Amapá. Detém cerca de um terço da biodiversidade brasileira, 5% da fauna e flora mundiais e é o nascedouro de águas que formam as três grandes bacias hidrográficas do País (Amazônica, São Francisco e Paraná/Paraguai). Além disso, sob o solo de vários estados do Cerrado está o Aquífero Guarani.

 

A partir da década de 1960, o Cerrado foi palco de uma forte expansão da fronteira agropecuária, estimulada por políticas públicas e de crédito nacionais e internacionais voltadas para a exportação de grãos e carnes. Os resultados foram espantosas mudanças nos números relativos à produção. De cerca de 6% da soja do País no início da década de 1970, a região Centro-oeste produz hoje 50% (o que representa 13% de toda a soja do Planeta).

 

As avaliações recentes sobre o estado da cobertura vegetal do bioma, apontam para uma perda de 38,8% - segundo a Embrapa Cerrado - e 57% - segundo a Conservação Internacional - da vegetação nativa. Muito da diferença entre estes dados se relaciona à dificuldade de mapeamento dos diferentes ecossistemas do bioma, sobretudo na diferenciação entre pastagens naturais e pastagens plantadas. A Conservação Internacional estimou ainda a taxa média de desmatamento no bioma até 2004 em 2,6 hectares por minuto, ou cerca de 3,7 mil hectares diários.

 

Além do efeito devastador sobre a cobertura vegetal, a ênfase na agricultura em larga escala resultou na progressiva inviabilização da pequena agricultura familiar. As conseqüências são a concentração fundiária e o êxodo rural, este último, a característica mais marcante dessa nova dinâmica econômica, onde se passe de uma população predominantemente rural ao predomínio da vida nas cidades no espaço de apenas duas décadas.” (por Pedro Novaes, extraído do Almanaque Brasil Socioambiental)

Viajando para o Cerrado

O turismo no Cerrado é muito pouco explorado. Tudo o que é oferecido está concentrado nas Chapadas: Guimarães, Veadeiros e Diamantina. As paisagens da região são espetaculares e não podem deixar de serem admiradas pelos turistas.

 

A grande maioria das pousadas ainda não estão preparadas para lidar com os impactos ambientais e sociais de sua atividade.

Único bioma exclusivamente brasileiro é, hoje, o resultado de um processo predatório de ocupação que explorou demais a natureza. Vale ver a paisagem para conhecer a resistência de quem vive no local.

Sobre a Caatinga:
  • 932 espécies de plantas, das quais 318 endêmicas (só existem ali);
  • cerca de 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem.

De aparência pobre, a região sofre com a falta de água. Para os mais desavisados, a Caatinga é um sinônimo da seca. Mas só para os desavisados...

 

Caatinga, em tupi-guarani, significa floresta branca: caa (floresta) + tinga (branca). Caracteriza-se por uma vegetação em que, durante a estiagem, as plantas perdem suas folhas para reduzir a perda de água e os troncos adquirem um tom branco acinzentado.

 

Clique para ampliar a imagem
Caatinga
Foto: autor desconhecido.

Como o clima é semi-árido desenvolveram-se plantas tortuosas, de folhas pequenas e finas ou até reduzidas a espinhos, com cascas grossas e sistemas de raízes e órgãos específicos para o armazenamento de água, como os cactos. Predominam o mandacaru (Cereus jamacaru) e o xique-xique (Pilosocereus gounellei), as barrigudas (Cavanillesia arbórea), o pau mocó (Luetzelburgia auriculata) e o umbuzeiro (Spondias tuberosa), a “árvore sagrada do Sertão”, como Euclides da Cunha chamou em Os Sertões, porque, além de saciar a sede do sertanejo, tem múltiplos usos. Das folhas, saem saladas; do fruto, polpa para sucos, licor e doces; e da raiz, farinha comestível ou vermífugo.

 

O sol é abundante na Caatinga, as temperaturas são altas na maior parte do tempo, as chuvas são escassas e irregulares. Há longos períodos de secas.

 

Muitos rios são intermitentes e sazonais, com volume de água limitado, insuficiente para a irrigação, com exceção do rio Parnaíba e do rio São Francisco.

 

Boa parte dos solos são rasos e pedregosos. O subsolo abriga grandes rios subterrâneos.

 

A Caatinga é o que melhor representa as profundas contradições e desigualdades sociais do Brasil: baixos índices de desenvolvimento humano, elevado percentual de população empobrecida, ocupação predatória da natureza, concentração de poder nas mãos de latifundiários.

Viajando para a Caatinga

Atualmente, o que há de turismo na região são roteiros para aproveitar as lindas praias exploradas por resorts, concentrados em apenas algumas praias como: Fortaleza, Recife, Natal, Maceió. Ainda existem pousadas menores em lugares como Jericoaquara, Praia da Pipa, Porto de Galinhas etc. Destinos cada vez mais tomados por turismo de massa.

 

Mas a Caatinga também esconde tesouros como Serra da Capivara, Rio São Francisco, Chapada do Araripe e parte da Chapada Diamantina. Lugares maravilhosos e pouquíssimo conhecidos. Lá, a cultura local ainda está preservada e ainda temos chances de desenvolver uma relação de turismo positiva.

O Pantanal é o elo de ligação entre as bacias do Prata e Amazônica. É uma planície alágavel que promove e permite a dispersão e troca de espécies de fauna e flora entre as bacias.

Sobre o Pantanal:
  • Maior planície alagável do mundo;
  • Nas cheias, rios, lagoas e riachos formam canais e permitem que as espécies se desloquem, o que explica a constante renovação da vida no local;
  • Na seca, lagoas isoladas retêm peixes e plantas aquáticas. Conforme os corpos d’água secam, aves e outros animais em busca de alimentos são atraídos para o local. Um verdadeiro espetáculo da natureza!
  • Abrigo, fonte de alimentação e reprodução para inúmeras aves aquáticas e espécies migratórias;
  • Um dos maiores centros de reprodução da fauna da América, onde são encontrados representantes de quase toda fauna brasileira.

O Pantanal situa-se dentro da Bacia do Alto Paraguai e cobre uma área de 210 mil km2, sendo que 70% estão no Brasil, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O restante está na Bolívia e no Paraguai.

 

Clique para ampliar a imagem
Pantanal
Foto: Daniel Contrucci.

Planície com qualidades ambientais específicas, o Pantanal é o encontro do Cerrado (leste, norte e sul), com o Chaco (sudoeste), a Amazônia (norte), a Mata Atlântica (sul) e o Bosque Seco Chiquitano (noroeste).

 

A convergência e a presença de distintos biomas, somadas ao marcante regime de secas e cheias, conferem particular diversidade e variabilidade de espécies.

 

O ciclo de inundação do Pantanal é regido pelas chuvas em toda a Bacia do Alto Paraguai, no período de setembro a janeiro no norte do Pantanal e novembro a março na porção sul.

 

Durante a cheia, rios, lagoas e riachos ficam interligados por canais e lagunas ou desaparecem no mar de águas, permitindo o deslocamento de espécies. Esse processo é um dos principais responsáveis pela constante renovação da vida e pelo fornecimento de nutrientes. Na época da seca, formam-se então lagoas e corixos isolados, que retêm grande quantidade de peixes e plantas aquáticas. Lentamente esses corpos d’água vão secando, o que atrai aves e outros animais em busca de alimentos, promovendo espetacular concentração de fauna. Coincide, em algumas regiões, com a florada de várias espécies, provocando cenários de raríssima beleza. Vale lembrar que o Pantanal é uma das áreas mais importantes para as aves aquáticas e espécies migratórias, como abrigo, fonte de alimentação e reprodução.

 

Você sabia?

O Pantanal é considerado um dos maiores centros de reprodução da fauna da América, onde são encontrados representantes de quase toda fauna brasileira.

 

O símbolo do Pantanal é o tuiuiú, que com as asas abertas, tem mais de dois metros de envergadura.

 

A onça pantaneira é o terceiro maior felino do Planeta, depois do tigre e do leão.

 

As grandes plantações de algodão, no entorno do Pantanal do Mato Grosso recebem, a cada safra, de 12 a 15 aplicações de agrotóxicos de alto poder de mortandade para a fauna aquática.

Lugar de enorme riqueza de biodiversidade, aloja 70% da população brasileira e é um dos mais ameaçados do Planeta. Apesar de a Mata Atlântica ser um hotspot mundialmente conhecido - lugar de grande riqueza de diversidade biológica – ainda sofre fortes ameaças de grupos de interesses que buscam fomentar o desenvolvimento econômico às custas dos recursos naturais.

Sobre a Mata Atlântica:
  • Mais de 1,6 milhão de espécies de animais, incluindo os insetos;
  • 849 espécies de aves;
  • 370 espécies de anfíbios;
  • 200 de répteis;
  • Cerca de 350 espécies de peixes;
  • 270 espécies de mamíferos, dos quais 73 não são encontradas em nenhum outro local, são endêmicas (entre elas 21 espécies e subespécies de primatas).
Clique para ampliar a imagem
Mata Atlântica
Foto: Ricardo Gravina.

Só as florestas de Madagascar estão mais ameaçadas do que o bioma Mata Atlântica.

 

A Mata Atlântica, um patrimônio nacional, abrange 17 estados brasileiros e mais de 3 mil municípios.

 

Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil, em 1.500, a Mata Atlântica cobria 15% do território brasileiro. Hoje, embora haja controvérsias sobre o número de remanescentes de um estado para outro, o índice geral calculado pela Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Socioambiental, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Sociedade Nordestina de Ecologia, aponta que no Brasil há menos de 8% de remanescentes da mata.

 

Novos levantamentos mais otimistas devem mudar um pouco esse panorama. Números parciais indicam um percentual em torno de 20%, quando se leva em conta os estágios médios de regeneração da floresta, o que mostra a capacidade da Mata Atlântica de se regenerar.

 

Mesmo reduzido e muito fragmentado, o bioma Mata Atlântica é ainda um dos mais ricos do mundo em diversidade de plantas e animais. Considerando-se apenas o grupo das angiospermas (vegetais que apresentam suas sementes protegidas dentro dos frutos), acredita-se que o Brasil possua entre 55.000 a 60.000 espécies, ou seja, de 22% a 24% do total que se estima existir no mundo. Desse total, as projeções indicam que a Mata Atlântica tenha cerca de 20.000 espécies, ou seja, entre 33 e 36% das existentes no País, 8 mil delas são endêmicas. É a floresta mais rica do mundo em diversidade de árvores.

 

Muitas espécies estão ameaçadas de extinção. Começando pelo Pau Brasil, cujo nome batizou o País, várias espécies foram consumidas à exaustão ou eliminadas para limpar terreno para culturas e criação de gado.

 

Na Mata Atlântica, estima-se a existência de 1,6 milhão de espécies de animais, incluindo os insetos. Algumas espécies são também encontradas em outras regiões, como a onça pintada, onça parda, gatos do mato, anta, cateto, queixada, alguns papagaios, corujas, gaviões e outros.

 

No entanto, é a enorme quantidade de espécies endêmicas: das 270 espécies de mamíferos, 73 não são encontradas em nenhum outro local, entre elas 21 espécies e subespécies de primatas. Ao todo, a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 de répteis e cerca de 350 espécies de peixes.

Viajando para a Mata Atlântica

A maior parte do turismo na Mata Atlântica é voltado para o turismo de sol e praia, concentrados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

 

Algumas operadoras também realizam viagens com foco em Aventura, em cidades como Brotas, Vale do Ribeira (parques estaduais de Intervales e Alto Ribeira) e Socorro.

 

Existem diversos tipos de comunidades com culturas ainda bastante preservadas, como comunidades quilombolas, indígenas e caiçaras que querem receber visitantes.

Planícies cobertas de gramíneas acarinhadas pelo vento do Sul do Brasil.

Clique para ampliar a imagem
Pampa
Foto: autor desconhecido.

Termo de origem quechua, Pampa é o nome das extensas planícies de vegetação rasteira, características do sul do Brasil e das Repúblicas Platinas. Essas planícies produzem boas forrageiras e são, por excelência, zonas de criação de gado. Planícies semelhantes se encontram no Canadá e nos Estados Unidos (as pradarias) e na Hungria (chamadas de Puszta).

 

O Pampa ocupa cerca de 700 mil km2 de áreas da Argentina, Uruguai e Brasil. No Brasil, os pampas cobrem as regiões sul e sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, ocupando dois terços do território, cerca de 176 mil km2.

 

A paisagem do Pampa se caracteriza por extensas áreas de planícies cobertas de gramíneas e varridas pelo vento. Já foram cenário de muitos filmes e mini-séries nacionais.

 

Presença marcante no cenário pampeano, não se pode deixar de mencionar o vento. Fator vital na configuração da paisagem, o vento minuano, companheiro nos dias de inverno, moldou não só a paisagem como também o temperamento do homem, influenciando seus hábitos.

 

A vegetação e a fauna

A vegetação do Pampa é o estepe, também chamado de campos sulinos. O gaúcho chama apenas de pampa, pampa gaúcho ou campanha.

 

O Pampa é constituído basicamente por campos nativos, mata ciliar e capões de mato (porção de mato isolado que surge no campo). São extensas planícies, cuja altitude não ultrapassa os 200 metros, com suaves ondulações chamadas de coxilhas. Suas pequenas matas têm árvores de pequeno porte, como a aroeira e o salgueiro ou ‘chorão’ dada inconfundível fisionomia.

 

Várias espécies animais habitam o Pampa, sendo o quero-quero e o joão-de-barro figuras típicas da paisagem. É comum ver no horizonte revoadas de marrecos e marrecões de várias espécies e emas.

Os principais ecossistemas da Zona Costeira brasileira incluem estuários, florestas costeiras, deltas, canais de maré, mangues, marismas, recifes de coral, dunas frontais, campos de dunas e planícies de maré. As florestas costeiras podem ser encontradas em trechos desde Natal, no Rio Grande do Norte, até o Chuí, no Rio Grande do Sul, e, continuamente, desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina. Conheça um pouco desse bioma:

Estuários

Clique para ampliar a imagem
Estuários
Foto: autor desconhecido.

São como corpos d’água semifechados com uma livre conexão com o oceano, no interior dos quais a água do mar é mensuravelmente diluída pela água doce da drenagem continental. São as áreas mais ricas da Zona Costeira e que sofrem influência direta da maré. As águas estuarinas também são altamente vulneráveis a distúrbios antrópicos, pois a maior parte das megacidades costeiras do mundo está localizada nestas áreas. Logo, estes ambientes estão sujeitos à constante poluição das águas.

Manguezais

Clique para ampliar a imagem
Manguezais
Foto: Daniel Contrucci.

O manguezal é um ecossistema costeiro, tropical, com vegetação típica adaptada às condições inóspitas do ambiente, sendo um produtor de bens e serviços ambientais gratuito por suas particularidades. É usado por inúmeras espécies como área de alimentação e procriação. Entretanto, as áreas ocupadas pelo manguezal são constantemente lesadas, suprimidas ou substituídas perante o argumento de que são pouco rentáveis economicamente. Esses danos ambientais poderiam ser reduzidos e eliminados se, e somente se, a legislação vigente fosse cumprida e aplicada para todos sem distinção.

Praias

Clique para ampliar a imagem
Praias
Foto: Daniel Contrucci.

As praias arenosas constituem-se num dos ambientes mais dinâmicos da Zona Costeira. São dominadas por ondas e limitadas pelo inicio da ocorrência das dunas ou qualquer outra feição fisiográfica brusca. Externamente, são limitadas pela zona de arrebentação. É um ambiente complexo e que se encontra em constante estágio de equilíbrio dinâmico, conseqüência da interação entre as ondas incidentes na costa, do transporte de sedimentos e da morfologia da praia.

Dunas

Clique para ampliar a imagem
Dunas
Foto: Daniel Contrucci.

São feições naturais da maioria das praias arenosas do mundo, as quais recebem contínuos aportes de areia, transportadas pelos ventos dominantes. O principal papel desempenhado pelo sistema de dunas costeiras é a manutenção e preservação da integridade da morfologia da costa, pois atuam como barreiras dinâmicas contra ação das ondas e tempestades. Constituem habitats para numerosas espécies de insetos, répteis, pequenos mamíferos, e locais de nidificação de algumas aves marinhas.

Recifes

Clique para ampliar a imagem
Recifes
Foto: autor desconhecido.

São ambientes de fundo consolidado, isto é, resistentes à ação das ondas e correntes marinhas. Podem ter origem biogênica ou não e servem de moradia para grande variedade de organismos. Recifes biogênicos – os chamados recifes de coral – são formados por organismos marinhos (animais e vegetais) providos de esqueleto calcário. Os recifes de coral estão entre os ecossistemas mais ricos em biodiversidade, só comparáveis às exuberantes florestas tropicais, e desenvolvem-se em áreas rasas e quentes. Recifes de origem inorgânica também podem ser de diversos tipos, como os costões rochosos.

Patrimônio Nacional

A Zona Costeira brasileira é considerada patrimônio nacional pela Constituição de 1988. Corresponde ao espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos renováveis ou não, abrangendo uma faixa marítima e uma faixa terrestre. Segundo o Decreto 5.300/04 que regulamenta a Lei do Gerenciamento Costeiro, a Zona Costeira brasileira tem os seguintes limites:

 

1. faixa marítima: espaço que se estende por doze milhas náuticas, medido a partir das linhas de base, compreendendo, dessa forma, a totalidade do mar territorial;

 

2. faixa terrestre: espaço compreendido pelos limites dos municípios que sofrem influência direta dos fenômenos ocorrentes na Zona Costeira.

Viajando para a Zona Costeira

A Zona Costeira é o bioma mais explorado pelo turismo no Brasil. Entretanto o turismo ainda é muito concentrado em algumas regiões como São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste e ainda bastante arcaico na sua relação com o meio ambiente.

 

Aoka busca criar um novo modelo de turismo que não só evite a destruição da região e da cultura local, mas que as fortaleça. Para isso, buscamos novos destinos (dentro de Parques Nacionais e Estaduais, por exemplo) ainda pouquíssimo visitados para fazermos nossas viagens.