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Conhecemos de perto o incrível trabalho do Banco Palmas, iniciativa de microcrédito comunitário em Fortaleza.

 

Iniciativas de microcrédito comunitário já não são novidade. Além do famoso case do Grameen Bank em Bangladesh, aqui no Brasil temos bancos como o Pérola ou o Banco do Povo trabalhando com o mesmo enfoque. Porém, poucas vezes a experiência de conhecer um banco foi tão especial e inspiradora quanto a que tivemos com o Banco Palmas este ano.

Eram meados dos anos 70 quando teve início o boom turístico imobiliário da cidade de Fortaleza. Em poucos anos a paisagem se transformou e sofreu profundas modificações para suportar tal demanda. Entre elas, ganhou também uma feia cicatriz, considerada por muitos, uma das maiores atrocidades já feitas ao ser humano.

Por conta da especulação imobiliária, centenas de famílias caiçaras que viviam na beira do mar, sobrevivendo basicamente da pesca, foram expulsas de suas casas de maneira abrupta e violenta. Sem ter pra onde ir, o governo colocou-as em caminhões e as levaram para um terreno, ou lixão para ser mais claro, a pelo menos 20 quilômetros da praia. As condições se tornaram as mais precárias possíveis. As famílias viviam em meio a infestações, falta de água, saneamento, educação e diversas outras carências decorrentes do descaso a que foram submetidas. Tais condições levaram os moradores, agora comunitários da Comunidade Conjunto Palmeiras, a ficar isolados, sem educação formal, autoestima ou perspectiva de desenvolvimento pessoal ou comunitário.

Foi nesse contexto que surgiu o Banco Palmas. Idealizado por um seminarista que largou os estudos para se dedicar exclusivamente à missão de desenvolver a comunidade. Em sua jornada, que já dura mais de 10 anos, nunca perdeu o jeito simples e humilde de ser. Conhecê-lo é uma lição de vida inspiradora.

Dentre as diversas ações realizadas pelo Palmas, a que mais nos chamou a atenção foi o projeto Ellas, cujo objetivo principal é resgatar a essência humana nas mulheres que vivem na pobreza. Essas mulheres muitas vezes não tem motivação alguma para buscar seus direitos ou lutar por uma vida mais feliz. Algumas nem ao menos possuem a perspectiva de que seria possível ser feliz, restringindo suas vidas para cuidar dos filhos, às vezes muitos, e da casa. Na verdade, muitas delas, não fazem ideia o que é ser feliz.

Além do Banco Palmas oferecer uma oportunidade financeira de desenvolvimento, através de microcrédito, capacitação e trabalho, o banco trabalhou também no desenvolvimento das pessoas, mostrando que a vida poderia ser vivida de maneira digna, com lazer, diversão e senso de comunidade.  Comoveu-nos conhecer este projeto, não só apenas pelo impacto, mas por esclarecer e ampliar a consciência de que milhares de mulheres brasileiras vivem infelizes, presas a sua realidade, por falta de formação, educação e convívio social.

São pessoas e projetos como estes que nos provam que estamos no caminho certo. Que nos inspiram e incentivam a continuar trabalhando para que exista um mundo melhor, com pessoas vivendo em comunidade, em harmonia com o meio ambiente!


Texto de Marina Silva, publicado no portal Terra que, segundo ela, representa sua experiência  na Green Economy Lab. Learning Journey realizada pela Aoka em parceria com o Núcleo Oikos e Ipê.

Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo.

Vivi no seringal Bagaço, no Acre, até os 16 anos. Tenho pela floresta muito respeito e cuidado. Quem conhece a mata, não entra de peito aberto, mas com muita sutileza. Ali estão o suprimento, a proteção e os perigos.

E também o mistério, algo não completamente revelado. Vidas e formas quase imperceptíveis. O encontro, a cada momento, de um cipó diferente, uma raiz, uma textura, uma cor, um cheiro. A descoberta dos sons. Até o vento na copa das árvores compõe melodias únicas, de acordo com a resistência oferecida pela castanheira, a samaúma, o açaizeiro.

Na minha infância, o som que achava mais bonito era o do período da florada das castanheiras. A castanheira é polinizada por uma abelha enorme, o mangangá. Imaginem centenas de mangangás entrando nas flores para tirar o néctar! Como a flor é côncava, na hora de sair têm que fazer uma força extraordinária nas asas, num vôo de frente pra trás, que provoca um barulho de máquina potente e rouca. Uma de minhas primeiras lembranças do mundo é do barulho dos mangangás na copa da castanheira ao lado do terreiro da nossa casa.

Embora para muitas pessoas a floresta possa parecer homogênea, sempre a vi como espaço de diversidade. Gostava de prestar atenção em pequenas coisas, como formigas levando folhas para o buraco. O caminho das formigas era bem limpinho, parecia varrido. A estrada de seringa era cheia de folhas, tocos, raízes, de espera-aí, um espinho de rama que arranha a perna quando a gente passa. E eu imaginava como seria bom ter uma estrada de seringa limpa como o caminho das formigas!

Outra formiga, a tucandeira, tem uma ferroada tão dolorosa que não dá nem para explicar. Mas havia também uma razão mítica pra temê-la. Meu tio Pedro Mendes, que durante muito tempo conviveu com os índios do Alto Madeira, dizia que as tucandeiras viravam cipó de ambé. Se morresse uma na copa da árvore, o corpo virava a planta e as pernas viravam os cipós. Quando se era mordido de tucandeira, a primeira coisa a fazer era procurar um cipó de ambé, cortar e beber a água porque ela era o antídoto. Não sei se era mesmo, mas ajudava a aliviar a dor.

Meu tio ensinava coisas em que a gente acreditava profundamente. Ele dizia que se a gente se perdesse e visse uma borboleta azul, era só segui-la que ela nos levaria para a clareira mais próxima e de lá acharíamos o caminho de casa. Essa borboleta é linda, enorme, quase do tamanho da mão. Nunca vi um azul igual. Que, aliás, é marrom. Os pesquisadores do INPA descobriram que ela tem uma engenharia de disposição das escamas das asas que faz com que, na incidência de luz, se tornem azuis.

Depois entendi porque nos levava para casa. Porque gosta de pousar em frutas como banana e mamão maduros, já bicadas pelo passarinho pipira. Quando sente fome, procura a primeira clareira onde haja um roçado de frutas. E lá perto, certamente haverá uma casa. São coisas que parecem crendice, mas há conhecimento científico associado, obtido pelo mesmo princípio do método acadêmico: observação sistemática dos fenômenos.

Antes de existir Ecologia como ramo do conhecimento ou ambientalismo como movimento, o sistema da floresta já tinha suas normas, o seu “Ibama” natural, sua sustentabilidade, por meio de um código mítico que funcionava como legislação de proteção da mata e das formas de vida que a habitavam. Não se podia pescar mais do que o necessário, porque a mãe d´água afundaria a canoa. Não se podia caçar demais porque o caboclinho do mato daria uma surra. Não podia matar animal prenhe porque a pessoa ficaria panema, ou seja, sem sorte. E para tirar o azar seria preciso um ritual tão complicado que era preferível deixar o bicho em paz.

As práticas de acesso aos recursos da floresta, mediadas por esse código mítico, acabavam levando a um alto grau de equilíbrio. Só se caçava quando acabasse a carne seca pendurada no fumeiro do fogão. Logo, se não se podia caçar em excesso, não havia carne para venda, só para o próprio consumo. Contrariada essa norma, o caboclinho do mato castigaria o infrator com uma surra de cipó de fogo com nó na ponta. A pessoa apanhava mas não conseguia se defender porque não via a entidade. Ficava toda lanhada, com febre. Até o cachorro, se acuava uma caça desnecessária, começava a pular e ganir de dor. Era o caboclinho disciplinando o animal.

Os relatos eram inúmeros e me deixavam com muito medo de andar pelo mato. Superava-o, em primeiro lugar, cumprindo à risca as leis míticas. Além disso, desde criança tenho uma fé imensa e achava que, sendo justa com a natureza, Deus me protegeria.

E mesmo com todo esse medo, minhas irmãs e eu gostávamos de andar pela floresta porque lá a gente se divertia muito. Por exemplo, fazendo balanço de um cipó muito resistente, em árvores que chegavam a trinta metros de altura. Pescar nos igarapés, colher bacuri, abiu, taperebá, ingá, tucumã, cajá, era muito bom.

Era um mundo de sabedoria tradicional, de organização social e cultural inseparável da existência da floresta. Até que um dia chegaram as motoserras e tratores e desconstituiram os códigos míticos, criando a necessidade crescente do aparato legal que, por não estar dentro do homem, precisa de instituições e mecanismos para implementá-lo. Não foi à toa que a primeira grande operação de combate a desmatamento feita pela Polícia Federal, envolvendo 480 agentes, no estado de Mato Grosso, foi batizada de Operação Curupira.

Se abríssemos hoje nossa sensibilidade para os valores da floresta, talvez se tornasse mais fácil redefinir o que entendemos por qualidade de vida. Quem sabe, pode estar faltando uma enorme borboleta azul para nos conduzir para casa, onde os frutos de nossas decisões sempre nos aguardam em mesa farta.

- Marina Silva

 

Muito obrigado pela presença e o belo texto. Essa Learning Journey ficará marcada em nossas lembranças!


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Aoka promove jornada de aprendizagem sustentável em Lagamar com Mariana Silva e Hugo Penteado como anfitriões da experiência Green Economy Lab. 

 

Por Carol Romano

Na madrugada de segunda-feira (09), acompanhada de outras vinte pessoas, entrei em um ônibus rumo à região do Lagamar – onde ainda se encontra a maior extensão contínua de Mata Atlântica preservada do país –, mais especificamente para Cananeia, Vale do Ribeira. Essa poderia ter sido mais uma viagem, não fosse o fato de que a bordo estavam a ex-candidata a presidência da república Marina Silva e o economista Hugo Penteado. A viagem tinha uma proposta clara: ser um laboratório para experimentarmos, na prática, a economia verde.

“Enquanto a economia não considerar os recurso naturais e as pessoas na sua equação fundamental, não teremos um modelo sustentável”, alarmou Hugo Penteado – entusiasta da economia ecológica – em um bate-papo com os presentes, na primeira noite de viagem. “O planeta está no vermelho em 50% da sua capacidade de regeneração. Estamos sacrificando os recursos de milhares de anos pelo lucro de algumas décadas.”, acrescentou Marina Silva na segunda noite, na ocasião de sua apresentação.

Mas o que é, afinal, essa nova economia? Percebi nos três dias de imersão na jornada que se esse novo modelo econômico não tem cor, ele tem alma: socialmente inclusiva, economicamente viável e ambientalmente sustentável. A Aoka, em parceria com o Núcleo Oikos e com apoio do IPÊ, nos proporcionou um entendimento profundo do impacto que o turismo – segundo setor mais rentável do país – pode promover na economia de uma localidade e em cada indivíduo, trabalhando em concordância com o novo modelo mencionado por Hugo e Marina.

O Circuito Quilombola, que promove turismo de base comunitária em sete territórios quilombolas, é um exemplo de como é possível estruturar roteiros turísticos de alto impacto social e baixa pegada ambiental. O Vale do Ribeira é uma região privilegiada que abriga 61% da Mata Atlântica remanescente no Brasil, 150 mil hectares de restinga e 17 mil de manguezais. A beleza é tanta que, em 1999, a UNESCO declarou o local Patrimônio Natural da Humanidade por conseguir manter a riqueza natural e os costumes das comunidades tradicionais.

Para o Seu Chico Mandira, líder da comunidade Mandira – uma das sete do circuito –, ter enfrentado todas as dificuldades para estruturar a cooperativa de ostras representa, hoje, uma grande vitória para todos que vivem dessa fonte de renda. E os obstáculos não foram poucos. Atravessadores – moradores locais que não respeitavam o processo saudável de cultivo e comercialização –, os jovens que não queriam permanecer na comunidade e migravam para a cidade e o desafio de terem a titularidade das terras onde vivem e produzem reconhecida são exemplos das barreiras que enfrentaram e ainda enfrentam. “Temos orgulho de tudo o que já conquistamos, porque apesar de toda a ajuda que tivemos, fomos protagonistas da nossa própria história.”, disse ele.

Há poucos quilômetros dali, na comunidade de Marujá, a história é outra. Algo muito importante é entender que cada comunidade é única, portanto, o seu desenvolvimento precisa ser desenhado a partir das habilidades e dos recursos disponíveis e, sobretudo, pela própria comunidade. Para que dê certo e perdure, as sociedades locais devem ter controle efetivo da sua gestão e as ações voltadas ao turismo devem proporcionar a maior parte de seus benefícios para a comunidade.

Ao conversar com o senhor Ezequiel, líder local, me dei conta da real dimensão do turismo comunitário e da tal economia verde. “Estamos fazendo economia, política, cultura, de tudo um pouco, por aqui. Estamos construindo a nossa identidade, sob valores nos quais acreditamos”, garantiu ele, do alto dos seus mais de sessenta anos e com o sorriso de quem tem energia o suficiente para seguir a diante. A lição dessa experiência é que mais do que esperar por um modelo novo de vida em sociedade, o que precisamos é reinventar nosso próprio caminho. Um a um e todos juntos.

Carol Romano é Diretora-Executiva do AsBoasNovas.com

 

Para conferir as fotos dessa Learning Journey clique aqui!


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Aoka e a Rio + 20

 

Grandes líderes mundiais e iniciativas comunitárias viveram juntos uma experiência transformadora em mais uma ação da Aoka por um mundo melhor.

 

A cidade fervia, o evento sobre responsabilidade socioambiental mais esperado dos últimos 20 anos transformou o cartão postal Brasileiro em um caldeirão de raças, crenças, nacionalidades e opiniões. Duas décadas depois do discurso histórico da jovem ativista na Eco92, o mundo voltou os olhares para o assunto e se propôs a discutir os novos rumos da relação entre homem e meio ambiente.

A Aoka, juntamente com o Conservation Concil of Nations e a ICCF, recepcionou senadores, congressistas, parlamentares e executivos de grandes empresas que vieram para participar do World Legislators Forum, evento que reúne grandes personalidades para discutir questões de relevância internacional em tópicos como Economia Verde, Capital Natural e Valor Compartilhado.

Junto a essas personalidades que se propõem a liderar as ações de mudanças para uma nova realidade social e ambiental, visitamos o Coletivo Coca-Cola, no Morro do Macaco, uma iniciativa super bem sucedida, onde o conceito de valor compartilhado é extremamente presente.

Foram 4 dias em que aqueles que tem poder de decisão no governo e grandes corporações estiveram lado a lado com aqueles que estão lutando diariamente por melhores condições de vida nas comunidades cariocas. Uma interação rica e inusitada que buscou novamente conectar realidades diferentes em busca de uma compreensão maior da realidade e dos reais desafios que nossa sociedade enfrenta.


VAGA ESTÁGIO – Aoka abre as portas do Marketing.

Se você gosta de Marketing On line, Facebook, Twitter e Blog, você vai gostar desta vaga.
Se gosta de criar, planejar e escrever…
Se você é daqueles que topa eventos, ter ideias, criar novas tendências, esta vaga é a sua cara.
Se você estuda TURISMO ou MARKETING, uau, tem mais chance ainda.
Agora, se você quer de alguma forma mudar o mundo. Peloamordedeus essa vaga é sua!!!

Sobre a VAGA
Estágio na área de Marketing, período integral.
Salário: vale transporte, vale alimentação e MUITO aprendizado e conhecimento incluso.
Escritório fica em Alto de Pinheiros, um pulo pra Vila Madalena e suas bagunças.

Contato
Mande seu CV para aoka@aoka.com.br e nos convença: o que você faria para bombar o Facebook da Aoka? Conheça a empresa no site www.aoka.com.br


Murais do Kobra: projeto no Catarse!

Você já está por dentro do passeio Murais de Eduardo Kobra?

No dia 25 de janeiro, aniversário da nossa SP, nós convidamos você a enxergar a cidade com outros olhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a inclusão de jovens comunitários. Por isso, além de reverter todo o lucro do passeio para o Projeto Imargem, nós queremos viabilizar a ida de 4 jovens artistas do Grajaú para participem com outros participantes e a equipe do Kobra no dia!

Para isso, estamos arrecadando fundos no Catarse. Apoie essa ideia doando a quantia que você pode e quer pagar. Qualquer ajuda é muito, muito bem vinda. Espalhe o projeto nas suas redes e recomende aos amigos, ajudando a mobilizar mais e mais recursos para os nossos jovens.


Ajude a levar jovens do Imargem para o passeio!


São Paulo em Ebulição Social

Na disputa do 1º Desafio: SP com outros olhos, os murais de Eduardo Kobra levaram a melhor, mas foram tantos olhares interessantes sobre a nossa São Paulo que vamos mostrar os pontos altos de todas as rotas inscritas, aqui no blog!

Aoka - Catedral da Sé

Catedral da Sé

Alguns roteiros viajaram no tempo para resgatar a arquitetura e a história do nosso antigo centro. O Marcos Paulo Mustafa nos convidou para a fachada do Mosteiro São Bento e do Teatro Municipal, enquanto o Antonio Claret Maciel dos Santos propôs nossa herança católica, reproduzindo os passos do Frei Galvão para o Convento da Luz: com cerca de 3 km, o vai do Largo São Francisco até a Avenida Tiradentes. Já o Rafael Mendes Teixeira iniciou a rota na Catedral da Sé – marco zero da cidade –, que continua entre as cinco maiores construções neogóticas do mundo!

A história também é narrada por Thamires Moraes, que vai até a Estação da Luz, símbolo do café no Brasil e a porta de entrada para todos os imigrantes. Com o foco na imigração, a Débora Pereira de Miranda Herschander liga a estação ao atual Museu dos Imigrantes e, depois, ao nosso Museu da Língua Portuguesa. A poucas quadras dali, a Concetta Pappalardo Grilli destaca a Pinacoteca e o Museu de Arte Sacra.

Aoka - Casa de Dona Yaya

Casa de Dona Yaya

O Andre Alipio põe lenha na fogueira com a rota “Maldita”, desvendando lendas urbanas, mitos e sociedades secretas de uma São Paulo Imperial, da época da Marquesa de Santos. A Marcia Regina Mendes reforça a importância dos edifícios tradicionais Itália, Copan e Banespa. Na mesma linha, o Luiz Pattoli investiga o “Leste Europeu Paulistano” no ensaio do Grupo Volga, de dança folclórica russa.

Com tantos passeios, uma hora a fome bate! Por isso, a Mariana Tamie Taniguchi, o Humberto Alexandre de Silva e a Lina Tung nos convidam ao Mercado Municipal, cheio de pessoas, línguas, cheiros e comidas. Depois do almoço, que tal pedalar pela cidade? O Claudio Lorenzetti desafia todos a cortarem de bike os becos de grafite, e a Ana Lucia Bianconi vai até a ONG Vale Verde participar de diversas atividades, como plantar mudas por SP.

Outro passeio interessante é pela USP. Você já visitou o aquário da Oceanografia? E o Museu de Arte Contemporânea? O Célio Gurfinkel Marques de Godoy sugere os museus da cidade universitária! Já o Mauricio Rocha nos convida a um concerto no Bixiga: o palco é a Casa da Dona Yaya, mantida pela própria USP.

Aoka - Jardim Botânico de SP

Jardim Botânico de SP

Aproveitando o ritmo paulistano, Rodanthi Mihal Moudatsos e Cosmo Alessandro Di Perna fazem uma rota de restaurantes e compras. Estão inclusos o tradicional Famiglia Mancini, na Rua Avanhandava – a mais poética da cidade – e o moderninho Ritz, ponto de encontro de artistas e criativos. Para compras, fica a sugestão da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Equilibrando o corre-corre com tranquilidade, a Ana Luzia Rampim sai do centro para o Jardim Botânico, o Instituto Butantan e a Praça Pôr do Sol.

Para finalizar o dia, nada melhor que um sambinha com os amigos! O Giuliano Laurenza propôs o berço do samba paulistano, visitando as comunidades que originaram e mantêm vivas as tradições do carnaval, como a Mocidade e a Vila Maria. Vai perder essa?


Uma cidade, muitas rotas

O 1º Desafio: SP com outros olhos já tem uma rota vencedora e vai percorrer a história da cidade através dos murais de Eduardo Kobra. A disputa pra lá de acirrada foi um crowdsourcing em que roteiros foram sugeridos pelo público que tem interesse em participar de novas experiências promovidas pela Aoka. Uma verdadeira Inovação Social!

Mas o convite agora é para conferir e viajar com as rotas que não levaram a disputa, mas nos inspiram a perceber a capital paulista de diferentes formas.

Flores na Varanda - Ebulição Social

Flores na Varanda - flor, cultura & café

A Lorena Vicini, por exemplo, propôs começar o dia no Flores na Varanda, um bistrô aconchegante na Lapa, ideal para tomar café da manhã nos finais de semana. Lá, são servidos bolos quentinhos e o lugar é cercado de flores. Já imaginou se as borboletas fizessem parte desse momento? A Paula Aparecida Arce nos convida a visitar o Parque Jardim Piratininga, que abriga um borboletário, aberto para visitação de terça a sábado, das 10h às 16h. A rota da Juliana Oliveira também é bastante lúdica: um passeio ao Parque da Água Branca para despertar os sentidos das crianças pela interação com gansos, patos, galinhas, tartarugas e outros bichos.

Na mesma linha sensorial, o Ricardo Panelli criou um roteiro de meditação, prática de yoga e massagem ayurvédica. A rota termina em um espetáculo de teatro, tudo para estimular a consciência corporal. A Fernanda Campos de Costa foi além, e sugeriu um piquenique colaborativo, silencioso e de observação na Avenida Paulista, em contraponto à correria e o barulho em uma das mais movimentadas ruas de SP que, aliás, também foi o roteiro do Matheus Romero de Morais. Ele lança um olhar para as belas artes como as obras arquitetônicas da Casa das Rosas e do MASP, e busca a riqueza cultural do coração da metrópole.

Casa do Zezinho - Ebulição Social

ONG Casa do Zezinho

Outras rotas partindo da avenida foram as do Gustavo Fernandes e da Thais Lopes Monteiro, que abordaram a arte de rua e tinham como destino a Casa do Zezinho, uma ONG que auxilia a educação de crianças e jovens de escolas públicas. O objetivo era conhecer de perto a cultura periférica e conhecer trabalhos de arte e educação através do hip hop, por exemplo.

No sentido oposto ao centro, a rota de Leeward Wang convida a dançar e curtir a noite em rodas nos saraus de periferia, como na do Binho, Campo Limpo ou Cooperifa. O anoitecer pode ser um tanto quanto exótico com a rota de Beatriz Onofre, que sugeriu desvendar lendas de SP que incluem explorar os cemitérios da cidade. A visita ao túmulo do Ayrton Senna faz parte do roteiro da participante que se inspira na Europa, onde as pessoas caminham, pedalam e até almoçam nos cemitérios.

Sarau do Binho - Ebulição Social

Sarau do Binho

Gostou das dicas? Experimente olhar SP com outros olhos, você pode se surpreender! No próximo post, você vai conferir outros roteiros dessa imensa cidade que é a maior da América Latina. Afinal, não dá para conhecer São Paulo em um dia ou texto.

A rota ganhadora vai visitar os murais de Eduardo Kobra e já está à venda no nosso site! O passeio vai acontecer no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade. O feriado cai em uma quarta-feira. Aproveite para redescobrir a cidade pela ótica de um dos atuais expoentes das artes plásticas paulistana.


Workshop CDI Lan: Negócios do Futuro

Workshop CDI Lan - Negócios do Futuro

Workshop CDI Lan: Marcel Fukayama e CDI Lan

O dia 29 de outubro foi um sábado muito especial para os participantes do workshop CDI Lan. Novamente reunidos na jornada Negócios do Futuro, a Aoka e a Artemísia Negócios Sociais convidaram todos os participantes a mergulharem na realidade dos negócios sociais – desta vez na área da inclusão digital. Nesta segunda jornada, o workshop mostrou de forma incrível a iniciativa do CDI Lan, que realiza o um trabalho formidável com donos de Lan House, possibilitando acesso à internet de milhares de jovens e adultos na base da pirâmide!

Inclusão digital de forma inovadora.

A recepção no escritório do CDI Lan, em Pinheiros, foi o ponto de partida da nossa jornada. Conhecemos a trajetória de Marcel Fukayama, sócio-fundador do projeto, que viu em lan houses em comunidades de baixa renda uma grande oportunidade para investir em educação e capacitação.

Os benefícios foram vistos na prática!

Workshop CDI Lan - Negócios do Futuro

Workshop CDI Lan: Lan House de Sergio Rodio

Fomos até a Brasilândia, na zona norte de SP, para conhecer a lan house de Sergio Rodio que, filiada ao CDI Lan, oferece uma variedade de serviços – que vão desde pagamento de contas pela internet e criação de currículos até pequenos cursos de línguas e administração para os moradores da região. A inclusão digital realizada no local é uma verdadeira porta para o aprendizado, em um momento em que a internet é peça fundamental para o desenvolvimento do país.

O fechamento da jornada foi muito marcante.

O diálogo no Café Ekoa, na Vila Madalena, contou com a presença de Alessandra França (Banco Pérola), Marcel Fukayama (CDI Lan), Daniel Contrucci (Sócio-fundador Aoka), Carolina Pereira (Artemisia) e muitos outros interessados para a discussão da realidade dos negócios sociais no Brasil. O debate chama a atenção para a importância deste novo modelo de fazer negócios, que está mudando a vida de milhares de pessoas que estão aqui, bem ao nosso lado.

Workshop CDI Lan - Negócios do Futuro

Workshop CDI Lan: encerramento

No final, um gostinho especial: a certeza de que cada vez mais os empreendedores brasileiros estão mostrando que é possível e que existe um novo caminho para fazer algo por um país mais justo e igualitário.

Aguardem! Em 2012 teremos mais!


1° desafio: VOTAÇÕES ENCERRADAS!

Ontem a disputa foi realmente acirrada. O último dia para votar na rota finalista do 1° desafio: SP com outros olhos foi repleto de ultrapassagens, mas enfim chegamos ao final das votações!

Nós, da Aoka, agradecemos muito aos grandes finalistas Tayla, Manuela e Luis Jatir, e a todos vocês que participaram e divulgaram a sua rota preferida. Independentemente do resultado, ficamos muito felizes com todas as rotas sugeridas.

Em apenas um mês de votação, a quantidade de LIKES foi incrível! Foram mais de 600 votos no total!!! Diretamente aqui no nosso blog.

Confira abaixo o resultado final:


1º LUGAR – 335 VOTOS

Rota* 2: Murais de Eduardo Kobra – de Manuela Colombo.


2º LUGAR – 231 VOTOS

Rota* 1: São Paulo com outros olhos – de Tayla Monteiro.


3º LUGAR – 59 VOTOS

Rota* 3: Samba São Paulo – de Luis Jatir Eiro.


Muito obrigado pela participação! =)
Acompanhe os próximos passos do Desafio aqui no blog e nas nossas redes sociais, Facebook e Twitter (@aoka1).


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